A Mulher da Janela
Parada à janela da rua
ela derrama sua lágrima
cada gota, uma história
gemido de memória
feliz ou trágica.
uns braços envolvem consolo
abrigam-na tão vulnerável
fazendo-a chorar, segura
da lágrima, a mais pura
sente-se mais confortável.
Na doce friagem
a brisa se escandaliza
seu sonho profundo
forma a imagem ideal
formata-se na cor
do desejo teatral.
Na noite seguinte, acordada
sua sina continua
parada à janela da rua
ela derrama sua lágrima
cada gota, uma história
gemido de memória
feliz ou trágica.



Que poesia singela e bela.
Parabéns, moço.
Bjo
13/09/2010 às 7:18 PM
Se conhecer a história por trás dessa poesia, de quando conheci a Bia, ela toma mais sentido ainda !
17/09/2010 às 11:20 AM