Crônicas e Críticas; Humor e Acidez; Idéias e Reflexões por Tiago Buckowsky Xavier

A Mulher da Janela

Parada à janela da rua
ela derrama sua lágrima
cada gota, uma história
gemido de memória
feliz ou trágica.

uns braços envolvem consolo
abrigam-na tão vulnerável
fazendo-a chorar, segura
da lágrima, a mais pura
sente-se mais confortável.

Na doce friagem
a brisa se escandaliza
seu sonho profundo
forma a imagem ideal
formata-se na cor
do desejo teatral.

Na noite seguinte, acordada
sua sina continua
parada à janela da rua
ela derrama sua lágrima
cada gota, uma história
gemido de memória
feliz ou trágica.

2 Respostas

  1. Que poesia singela e bela.
    Parabéns, moço.

    Bjo

    13/09/2010 às 7:18 PM

    • Tiago Buckowsky Xavier

      Se conhecer a história por trás dessa poesia, de quando conheci a Bia, ela toma mais sentido ainda !

      17/09/2010 às 11:20 AM

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